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Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência: CEPON reforça inclusão no mercado de trabalho

19/09/2025


O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, marca uma importante etapa para a inclusão social: as oportunidades no mercado de trabalho. No Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON), unidade do Governo do Estado de Santa Catarina sob gestão da FAHECE, 32 colaboradores atuam em vagas para pessoas com deficiência.

De acordo com o diretor-geral do CEPON, Dr. Marcelo Zanchet, a instituição tem como pilar o respeito ao próximo e a humanização com pacientes e colaboradores. “Buscamos, além da legislação, garantir a inclusão das pessoas com deficiência em nossos setores, respeitando cada necessidade”, afirma.

A história de José Luiz Moreira Junior é um exemplo inspirador dessa inclusão. Colaborador há 11 anos no setor de hotelaria, ele encontrou no CEPON não apenas um espaço de trabalho, mas também um ambiente de acolhimento, respeito e valorização. Mesmo convivendo com as limitações deixadas pela paralisia infantil, José Luiz mostra que a deficiência não o define.

“Sempre fui muito bem acolhido por todos. Sou conhecido na instituição como Perninha. Tive paralisia infantil, mas isso não me define. Em 1997, antes de trabalhar no CEPON, enfrentei uma leucemia. Antigamente havia muito preconceito, era como se eu tivesse que provar o tempo todo que era capaz, sempre fazendo um esforço dobrado para mostrar que a minha deficiência não me limitava. No CEPON, encontrei um espaço onde sou reconhecido pelo meu trabalho e pelo meu jeito de ser” ressalta José Luiz.

Para a coordenadora de Recursos Humanos do CEPON, Juliana Freitas, a inclusão de pessoas com deficiência é um objetivo estratégico, acompanhado de forma constante. “A inclusão de colaboradores PCD marcou uma virada de chave na história da instituição, mostrando que a diversidade não é apenas um valor, mas uma fonte de transformação. Ao integrar essa prática à estratégia, abrimos espaço para uma cultura mais humana, onde respeito, empatia e colaboração se tornam a base do nosso crescimento coletivo”, destaca Juliana.

Durante o mês de setembro, diversas ações foram realizadas no hospital, promovendo rodas de conversa sobre o tema. José Luiz reforça a importância do acolhimento: “No setor de hotelaria, atuo na criação de planilhas de higienização, na logística do transporte e também no protocolo. O mais importante para mim é saber que, no CEPON, não sou visto pela deficiência, e sim pelo meu trabalho — e sou querido por todos.”

Reconhecido pelo carinho da equipe, ele representa como a inclusão no CEPON vai além da oportunidade profissional, consolidando-se como parte de uma cultura que valoriza cada pessoa, independentemente de suas condições físicas.
 
Jornalista responsável: Michelle Valle
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